Sobre pessoas e desentendimentos
Há uns dias atrás me peguei pensando sobre os relacionamentos interpessoais. Eu sei que é super clichê e todo mundo que é alguém no mundo já escreveu alguma coisa sobre isso. E como quero ser alguém no mundo, também vou deixar meu depoimento aqui.
Pois então.
O que acho curioso em relação a tudo isso é a sensação de que as coisas acontecem de maneira um tanto quanto inversa. Confuso, mas vou explicar. Eu acho que ninguém nunca teve uma briga com um desconhecido e saiu dela magoado. Claro que existem aquelas discussões de trânsito e mais aquelas quando alguém passa na sua frente na fila do banco. Mas essas são banais, não vão fazer você chegar em casa, deitar a cabeça no travesseiro e chorar por horas.
As brigas de que estou falando são aquelas com os amigos, namorados, pais, mães. Devido à convivência você acaba conhecendo ainda mais sobre uma pessoa, certo? Ao conhecer ainda mais, é possível descobrir o que alguém gosta e não gosta, certo? Sendo assim, se conhecemos qualquer coisa sobre qualquer pessoa, por que deveríamos discutir? Afinal, as brigas não fazem qualquer sentido. Pra quê discutir por uma coisa que alguém não gosta? Pelo simples fato de ofender, de saber que está machucando? Será que conhecer funciona, aí, como sinônimo de compreender? Ou é por que não conhecemos realmente a pessoa? Aí acontece aquela velha cena de filmes e – por que não? – da vida real: choramos por horas a fio em cima do melhor amigo dos magoados, o travesseiro.
São perguntas demais para linhas de menos, mas eu até hoje não encontrei respostas. Não sei se me fiz entender, simplesmente são dúvidas que de vez enquando me vêem à cabeça. Se alguém tiver respostas, não me diga, por favor. É o tipo de coisa que é melhor descobrir sozinho.
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